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O que a Programação Neurolingüística pode fazer por uma empresa?

Marco A. Cardoso; Isabel C. C. Benatti - 05/09/2008

            Muitas pessoas nos perguntam o que a PNL pode fazer por sua empresa? E a resposta é nada, a PNL não pode fazer nada por sua empresa. Ficam surpresos ao ouvir, porém é verdade. Quem pode ajudar a empresa são eles próprios e seus colaboradores. Como ter uma equipe disposta a aprender e se desenvolver, ou comprometidas com a empresa?

            O que a Programação Neurolingüística pode fazer é auxiliar os indivíduos a alcançarem seus objetivos, suas metas. Na empresa isso pode ser traduzido em diminuir os conflitos com os colaboradores e entre os colaboradores assim como, os conflitos internos de cada um. Preparando-os para fazer algo mais por si próprio refletindo em desempenho e produtividade para a empresa.

            Em um curso que ministramos para porteiros e zeladores de um condomínio de luxo na cidade de São Paulo pudemos observar isso claramente. Eram vinte quatro colaboradores que se envolviam, algumas vezes, em conflitos com os condôminos, gerando reclamações ao sindico e às vezes até demissões para satisfazer o ego de quem reclamava. Isso trazia desconforto a toda administração assim como aos colaboradores, que muitas vezes observavam injustiças. O objetivo do treinamento era envolver o grupo e diminuir os conflitos “causados” pelos colaboradores. Foram quatro encontros de 3 horas. No segundo encontro um dos porteiros nos relatou o ocorrido no dia anterior. Homem com “brios fortes” não aceitava injustiças e jeitinhos para burlar as regras do condomínio. Durante a noite chegou de viagem uma senhora desconhecida e o porteiro pediu para aguardasse entre os dois portões de segurança que iria interfonar. Isso foi interpretado como desrespeito pela visitante, já que era mãe de condômino. A senhora, apesar da idade, gritou com os colaboradores insultando-os. Com isso, seu filho que já a estava esperando desceu e presenciou o que acontecia, engrossando o coro contra o porteiro. Como disse antes, o porteiro dono de uma personalidade forte, que em outros tempos receberia os insultos e revidaria da mesma maneira ou até mesmo com violência, comportou-se de maneira diferente. Ouviu tudo o que diziam a ele, não adiantava argumentar, e sugeriu chamar o síndico, um general da reserva, que logo colocou fim a discussão. Os outros porteiros, conhecendo o temperamento do colega se assustaram com a cena, previam final trágico. E, após tudo resolvido foram perguntar o que havia acontecido “com ele”, que respondeu com tranqüilidade “_ Mapa é mapa”. Pressuposto da PNL que havia sido ensinado na semana anterior. “Mapa é mapa não é o território” quer dizer que reagimos à representação que temos dos fatos não ao fato em si. Algo simples que fez grande diferença para esse profissional.

            Quando os conflitos são gerenciados de maneira adequada o ambiente de trabalho é mais harmonioso e relaxado. Permitindo ações mais assertivas. Dessa maneira a PNL é uma ferramenta útil para a empresa. Diferente das abordagens que apagam incêndios e trabalham o momento imediato. O processo de desenvolvimento pessoal faz com que as mudanças obtidas sejam de forma mais duradoura e, se reforçadas pelo ambiente de trabalho, definitivas.

            Em uma empresa após treinamento com todos colaboradores, uma das diretoras nos deu o seguinte retornoO treinamento foi ótimo para alguns colaboradores resolverem seus problemas pessoais. Talvez tenha sido uma crítica ao objetivo de envolver os colaboradores e melhorar ainda mais o atendimento que já era considerado bom, já que esse resultado extrapolava os limites da empresa. Porém sabemos que não é possível separar a pessoa em varias partes e cada uma agir sem influenciar ou ser influenciada pela outra. Isto quer dizer, o “João empresário” é o mesmo “João pai de família”, suas crenças e valores são os mesmos independentes do ambiente que esteja. Assim sendo, o conflito familiar de alguma forma interfere no desempenho de um profissional. Desenvolver habilidades para administrar melhor conflitos contribuirá para melhores resultados.

            Em outra empresa os sócios conviviam de maneira conflituosa gerando em seus colaboradores desempenho aquém do esperado, além de dividir o grupo. Reconheciam o valor de cada um e a importância, para a empresa, que esse relacionamento melhorasse. Isso gerava vários conflitos que consumia muita energia de todos envolvidos. Chegou a um dado momento que a situação exigia um novo direcionamento. Procuraram-nos e após algumas sessões envolvendo os sócios foi realizado um treinamento com todos colaboradores. Isso a mais de dois anos. Ainda hoje trabalhamos no auxilio ao desenvolvimento pessoal nessa empresa. Há poucos dias um dos sócios nos disse que o convívio entre todos está muito mais harmonioso e assim, o potencial que cada um tem é melhor explorado trazendo benefício a cada participante que resulta em melhor produtividade.

            Poderíamos relatar muitos exemplos que demonstram que o caminho é investir no individuo. Acreditando que todos nós temos os recursos internos de que necessitamos, assim o treinamento tem que auxiliar a identificar os recursos necessários para o seu desenvolvimento e como tê-los a disposição quando necessário. Outro aspecto importante em qualquer relacionamento é que não importa “o que dissemos” ao outro, o que verdadeiramente importa é “o que o outro entendeu” sobre o que dissemos a ele. Por isso a necessidade de muitas vezes nos certificarmos se a mensagem foi entendida como gostaríamos que fosse. Se isso não ocorreu de que forma é possível dizer a mesma coisa para ser melhor entendido, porque se falarmos da mesma maneira provavelmente teremos o mesmo resultado.

            Outro exemplo que acreditamos importante citar é um trabalho de desenvolvimento que executamos em uma empresa há três anos. Muitos conflitos haviam entre os colaboradores o que dificultava a determinação de lideres para a ampliação de produção que a empresa almejava. Muitos treinamentos foram realizados com os lideres, com segmentos da produção e com todos juntos. O que mais chama atenção hoje nessa empresa é que os problemas quando surgem são rapidamente relatados à liderança que busca a solução o mais rápido possível tornando a produção mais dinâmica. Assumem a responsabilidade de suas funções e a grande maioria consegue hoje separar os comportamentos do colega no trabalho daqueles que ele tem em outros ambientes, confirmando que o individuo pode mudar seus comportamentos sem mudar seus valores essenciais. É muito comum observarmos empresas em que existe resistência em mudar comportamentos. Resultado da crença que “se eu mudar deixarei de ser eu mesmo”. Parece simples, porém esse entendimento faz com que os indivíduos se tornem inflexíveis frente a mudança, ou ainda insatisfeitos com a mudança, interferindo em seu desempenho.

            Uma vez visitamos uma grande empresa interessada em cursos comportamentais. A diretora de RH relatou que observava a equipe muito desmotivada, sentindo–se injustiçados por algumas mudanças ocorridas na empresa. Para clarear o quadro em poucas palavras podemos dizer que essa conceituada empresa fabricava um acessório automotivo muito conhecido na época ao ponto de ser confundido o nome da empresa com o nome do produto. Seu crescimento havia sido muito grande nos últimos anos exigindo que a empresa se dividisse em duas empresas “independentes”. Acreditaram naquele momento que o melhor seria dividir a linha de produção desse produto em uma empresa e as outras linhas na outra empresa e assim fizeram. Porém os colaboradores escolhidos para a empresa, dividida fisicamente por um muro, que fabricaria todos outros produtos excetuando “o famoso”, sentiram-se rejeitados. Causando grandes transtornos de relacionamento gerando baixa produtividade. Neste caso a estratégia adotada foi buscar resgatar a identidade desses colaboradores. Acreditando não fazerem mais partes da empresa famosa comportavam-se como inferiores.

            O ser humano sempre reage à representação que tem do mundo não ao mundo real. Isso faz com que nossa motivação esteja ligada a essa representação, por isso muitos treinamentos motivacionais são detonados em poucos dias, fazendo com que os participantes voltem ao comportamento inicial. Um treinamento para ter sucesso tem que influenciar o nível em que o problema está. Algumas vezes só interferindo no ambiente de trabalho já podemos ter a solução desejada. Porém outras vezes é necessário intervir na capacitação dos envolvidos, ou ainda nas crenças e valores que desencadearam o conflito em questão. O sucesso do treinamento está diretamente ligado a identificação das necessidades reais da empresa. O conteúdo apresentado a um grupo pode ser apresentado com uma roupagem totalmente diferente a outro. A habilidade e flexibilidade do instrutor podem definir se a PNL irá ou não auxiliar no desenvolvimento da empresa como um todo.

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